15/07/2012

DO ANIVER DA AEPPA: Experiências em trabalhos de educação popular


DO ANIVER DA AEPPA: Experiências em trabalhos de educação popular

Ontem, 14 de julho comemoramos o aniver da AEPPA no Mercado Público -sala 10. Maria Edi conseguiu retomar o espaço, onde provavelmente estaremos nos encontrando mensalmente. Mas, é bom que permaneçam acessando o blog para acompanhar possíveis mudanças de local.

Sobre assembleia de ontem: Estava muito produtiva, pois contamos com a presença de muitos educadores associados e com educadores simpatizantes . Também tivemos belíssimas AMOSTRAS DE PRÁTICAS EDUCATIVAS: Grupo de capoeira (MAICON VIEIRA -org), Dom Orione (SIMONE FAGUNDES, ADRIANA CORLETA, RENATA FROTA ) e filha da Maria Edi, EducadoraMALÚ MONTEIRO pela oficina de música com uso de lata.

O núcleo de formação apresentou carta de princípios anual da AEPPA, a mesma foi lida, aprovada , assinada, e anexada ao caderno ATA.

Maria Edi, apresentou proposta de assessoria jurídica para associados . A mesma foi aprovada.

Antes da apresentação contamos com a presença da contadora, Isabel que apresentou a prestação de contas e abriu um debate sobre a AEPPA. Muitos educadores(as) fizeram o uso da palavra e colocaram que:

1. É necessário ampliar a luta da AEPPA, para questões de valorização do trabalho-luta por aumento de salário;

2. É necessário compreender mais sobre questões do convênio com as SMED e instituições comunitárias, principalmente a questão do FUNDEB. Informação trazida pela vereadora Sofia Cavedon.

3. Precisamos fazer seminário prático sobre questões que se referem ao trabalho. Proposta de formar um núcleo sindical da aeppa, para saber qual é o nosso sindicato, quais as propostas deles e levar a nossa demanda. Só a luta por formação não tá dando conta.

4. A briga do sindicato é porque não nos reconhecem como trabalhadores da educação pública e nem da privada. Mas, na LDBEN as comunitárias se enquadram na privada sem fins lucrativos. As dúvidas mais presentes sobre isto foram: Se é privado porque teremos o FUNDEB; Se tem o FUNDEB porque não podemos acessar a plataforma Freire (formação)....

5. Maria Edi diz que é possível fazer o núcleo, mas tem que vir a proposta e um coordenador do mesmo.

6. Sobre as Universidades: Educadores(as) discutiram o problema atual, que com o próuni não há mais convênio entre universidade e movimentos. O FIES é inviável, porque o salário das educadoras é pequeno. Passar no ENEM não é impossível, mas é mais difícil porque muitas educadoras(as) além de não possuir tempo pra se preparar para as provas, faz tempo que concluíram o ensino médio, ou o fizeram em EJA. Fora, que a proposta inicial era a construção de curso de Pedagogia na linha da educação popular ou que pelo menos, reivindicávamos que o currículo contemplasse as experiências de trabalho das educadoras e educadores populares.

7. Maria Edi fala da trajetória da AEPPA na UERGS, que nossa luta pela reabertura do curso de Pedagogia para os(as) educadores(as) populares.

8. Sofia diz que um dos problemas colocados era a falta de estrutura física. Fernanda relata que ela junto com Adriana foram a SEC e conversaram com o Clóvis ( janeiro de 2012) e colocaram essa situação. Ele havia aberto a possibilidade de pensarmos como espaço provisório ( infraestrutura) uma escola estadual pública.

9. Marlene coloca a tamanha importância de mobilização, porque as coisas estão cada vez difíceis. Talvez entrar na universidade, mesmo que não seja com o currículo desejado, já seja positivo, pois dentro podemos lutarmos por mudanças.

10. Elenita: Aonde há um educador popular tem mudança. Isto dá pra ver aonde atuamos;

11. Educadoras do SASE: Pela FASC nem é exigido uma formação específica – isto tem que ser questionado.

12. Fernanda: não pedimos esmola, a formação é um direito que temos. E, cabe lembrar que o ECA tem bem claro que é direito da criança e do adolescente educação de qualidade. Nós não queremos ser educadoras e por isto queremos entrar na universidade, Nós já estamos ( somos) educadoras.

13. Elvira: A nossa luta é pala universidade pública e com a educação popular. Esse é o nosso diferencial. ( leu a carta);

Enfim, o seminário deixou muitas propostas e ampliou a luta da AEPPA. Assim, estamos num momento de colocar a mão na massa e operar para nos tornar visíveis aos olhos de Porto Alegre. Como bem disse Sofia, sobre as instituições comunitárias são mais visíveis a luta do fórum e dos dirigentes, mas dos educadores não.
Tanto é, que dificilmente a quem saiba que o salário de um educador é um pouco mais que um salário mínimo, que trabalham mais de 8 horas diárias e que não possuem formação profissional.

Sistematização: Fernanda Paulo

das fotos:




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